Dis cursos

O povo que ousa sonhar, constrói o poder popular!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Notícias da Macrosul 2011. Cultura popular marca encontro dos três estado do Sul


"Amor de longe, benzinho
É favor não me querer, benzinho
Dinheiro eu não tenho, benzinho
Mas carinho eu sei fazer até demais..."

Nesse ano o nosso encontro aconteceu em um centro de vivências, que se chama Caminho de Nazaré, construído em meio à natureza e cujas edificações feitas a partir de materiais reaproveitados reúnem beleza e arte à preservação ambiental. A alimentação preparada ali mesmo com muito carinho trazia forte característica da culinária açoriana, tradicional na região litorânea, com peixes, berbigão, pirão, saladas e pães caseiros.
A programação do encontro foi bastante dinâmica utilizando-se de diversas metodologias a fim de estimular os diversos sentidos proporcionando assim que todos participassem.
Reunimos-nos em grupo para discutir a conjuntura, ouvimos a fala de representantes de Movimentos Sociais e do Governo Federal, debatemos. No dia seguinte, saímos do Centro de Vivências e fomos nos reunir com outros movimentos sociais e com o Ministro da Secretaria Geral Gilberto Carvalho. Ouvimos muito, mas também falamos. De volta ao Centro de Vivências retomamos o objetivo de avaliar nosso trabalho. Usamos a criatividade para transmitir através de desenhos nossas impressões sobre o que havíamos vivenciado naquela manhã. Foi um exercício de reflexão muito exigente! Mas foi bom sair das falas esperadas de toda reunião de movimento. Ensaiamos uma forma nova de comunicação através da Estética do 
Oprimido.
Ao mesmo tempo em que trabalhávamos havia uma comissão, que chamamos de Ciranda, desenvolvendo atividaades pedagógicas com as crianças filhos e filhas dos nossos companheiros.
Na noite cultural conhecemos danças populares. Com a ajuda da Eva soltamos o corpo e o espírito e nos entregamos ao ritmo da Alfaia para dançar a Ciranda, a Dança do Caroço, a Dança do Jacaré Poiô e outras tantas. Ao final estávamos quase sem fôlego, mas com o sorriso nos lábios, lágrimas nos olhos o corpo mole e a alma leve.
O terceiro dia foi dedicado a Organicidade da RECID. Falamos sobre o papel do Talher Nacional, da Comissão Nacional, da Coordenação regional, da organização regional e referendamos os nomes da Sandra e da Luzia, indicadas pelos estados de Santa Catarina e Paraná respectivamente para atuarem na Comissão Nacional nesse próximo período.
Ainda nos reunimos para avaliar o encontro. Pena que isso não aconteceu todos os dias assim poderíamos rever algumas 
coisas a tempo de tentar fazer de outro jeito para ser bom para tod@s.Em fim nos despedimos para nos reencontrarmos ainda esse ano no mês de setembro no Paraná.







 




sexta-feira, 6 de maio de 2011



Nesse mês de maio irá realizar-se em Florianópolis o Encontro Macro Sul da Rede de Educação Cidadã. O encontro. que acontece já há 8 ano.s deve reunir cerca de 50 educadores populares dos três estados da Região Sul do Brasil; além de educadores de outros estados que virão participar a atividade e  do Talher Nacional que acompanha os trabalhos da RECID em todo Brasil.
O objetivo desse encontro é avaliar o processo desenvolvido no último ano e planejar o próximo período tendo presente o projeto do Governo Federal de erradicação da pobreza no país. Na oportunidade haverá uma analise de conjuntura feita coletivamente que contará com a presença de representantes de movimentos sociais reconhecidos nacionalmente e de representantes do Governo Federal. Na sequência. os participantes trabalharão com Teatro do Oprimido, além de vivenciar canturias e danças populares da nossa cultura.



Sandra Sangaletti
RECID Santa Catarina
Comissão Organizadora do RECID MACROSSUL 2011



terça-feira, 5 de abril de 2011


RECID Santa Catarina promove Curso de Formação em Teatro do Oprimido



O Teatro do Oprimido é um método estético que reúne Exercícios, Jogos e Técnicas que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes e a democratização do teatro, estabelecendo condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e amplie suas possibilidades de expressão, estabelecendo uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.
Nesse curso a Técnica do  Teatro do Oprimido que será aplicada é o Teatro-Fórum, a mais praticada em todo mundo.Teatro Fórum é um espetáculo baseado em fatos reais, no qual os personagens oprimidos e opressores entram em conflito de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses, Neste confronto,  o oprimido fracassa e o público é convidado a entrar em cena, substituir o Protagonista (oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.
O Curso tem por objetivo capacitar multiplicadores do Teatro do Oprimido (TO) para lideranças sindicais, comunitárias e estudantes do ensino de graduação e extensão em artes ênicas da UDESC.
O Objetivo maior é a apropriação e a utilização dos princípios metodológicos do TO para contribuir na ação política e fortalecimento das organizações sociais em suas estratégias de ações coletivas de um projeto de transformação social.
O curso é constituido de 30 horas cada; quatro horas mensais de atividades supervisionadas para companhamento do trabalho de base na comunidade; um momento de extensão denominado oficina intensiva de 16 horas com o grupo de base dos grupos constituídos nas comunidades que somada ao trabalho na base (em comunidades ou em organizações sociais ou sindicais) totalizam uma carga horária de cerca de 180 horas. Em novembro está prevista uma mostra de teatro com a apresentação das criações teatrais dos grupos comunitários.
Este projeto está sendo realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido (CTO) e FOFA/UDESC com o apoio da RECID Santa Catarina e de diversos sindicatos sendo o Sindicato dos trabalhadores do Serviço Público Federal de Santa Catarina (SINTRAFESC), Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis (SINTRASEM), Sindicato dos Eletricitários (SINERGIA), Sindicato dos Empregados do Comércio de Florianópolis (SEC-Floripa).

terça-feira, 1 de março de 2011


Militante de Direitos Humanos é brutalmente assassinado no Tocantins

    Militante de Direitos Humanos é brutalmente assassinado no Tocantins
    Sebastião Bezerra da Silva, coordenador do Centro de Direitos Humanos de Cristalândia (TO) e secretário da Regional Centro-Oeste do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) foi brutalmente assassinado no último fim de semana.
    Encontrado na madrugada desta segunda-feira enterrado na área de uma fazenda no município de Dueré (228 km de Palmas), o corpo de Sebastião apresentava sinais de violência em várias partes, de acordo com a polícia.
    Representante regional do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Silva atuou em casos polêmicos no Estado, como a denúncia contra policiais militares por prática de tortura e assassinatos. Mais recentemente, esteve envolvido na apuração da responsabilidade sobre o linchamento de um preso numa delegacia do interior.
    De acordo com relatos de membros da CDH e do coordenador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) no Tocantins, Silvano Lima Rezende, Silva teve alguns dedos das mãos quebrados, dedos dos pés arrancados e havia sinais de agulhadas sob as unhas das mãos.
    A vítima vinha relatando aos companheiros que estava recebendo ameaças constantes por telefone. Acredita-se que o caso tenha motivação de vingança pelas ações que o Movimento de Direitos Humanos vem desenvolvendo na região onde ele atuava.
    Texto escrito com informações da Folha, CPT-Rondônia e site do MNDH copiando e colado do site da recid nacional.

    quarta-feira, 8 de dezembro de 2010



    Carta aos Recidianos


     Luziânia GO, 8 de dezembro de 2010.






    Amigos recidiano de todo o Brasl. 

    Fazemos esse breve relato para que possam também vocês que não estão aqui, entenderem pelo menos um pouco ou uma pequena parte doque tem sido a 3ª Ciranda de Educação Cidadã e 10º Encontro Nacional da RECID.

    O dia de hoje teve incício bem cedinho. Logo depois de tomar esse maravilhoso café preparado com muito amor pelas companheiras daqui da Cháraca do CIMI fomos visitar a nosso pé de Cajamanga. Lembram de tê-la plantado na 2ª Ciranda? Pos bem, hoje, nós cirandeir@s,  reforçados pela energia dos companheiros participantes do 10º Encontro Nacional fomos olhar para nossa obra – nossa Cajamanga.

     Juntos vivenciamos aquele momento de contemplação, e sabem de uma coisa?Percebemos que já eramos outros, não só em virtude de estarmos agora em maior número do que na ocasião em que a plantamos, mas porque percebems que nos transformamos depois daquilo.Somos educadores enriquecidos pelas experiências que vivemos desde então. Somos outros por termos acumulado conhecimento, prático e teórico. Porque é assim esse processo dialético de contrução do conhecimento:um pouco fora um pouco dentro. Somos fazedores de mundo; fazedores e cuidadores e como tal cuidamos de nossa Cajamanga, nossa Sistematização, nós e outros. Nossotr@s .

    Assim com o compromisso de quem conhece seu papel de protagonistas da história nos debruçamos diante do mundo para entendê-lo e para agir nele, foi o dia da Análise da conjuntura.
    Compartilhamos muitos olhares e sentimentos  contraditórios em alguns momentos mas todos  explicáveis coerentemente se aceitarmos o ponto de vista do outro, que também é e faz mundo.
    No mais está muito parecido com a 2ª Ciranda:Plenária critica, assessessoria competente, coordenação simpática ....concluíndo, concluíndo...e reunião, reunião...
    E no final do dia ainda tem avaliação!

                 Por vezes  exaurimos nossas forças, mas sabemos que tudo isso é necessário para fazermos nossa sistematização.


    Sandra Sangaletti - Integrante da Rede de Educação Cidadã de Santa Catarina


    segunda-feira, 29 de novembro de 2010

    Semana da Consciência Negra






    A Pipa como elemento do poder popular



    Zumbi
    A palavra Zumbi, ou Zambi, vem termo "nzumbi", do idioma africano quimbundo ,e significa, grosso modo, "duende". No Brasil, Zumbi significa um fantasma que, segundo a crença popular afro-brasileira, vagueia pelas casas a altas horas da noite.

    Quilombo dos Palmares
    O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.

    Zumbi dos Palmares
    Zumbi nasceu em Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos ( http://eliveltonrenan1c.blogspot.com/)

    A Pipa
    A pipa foi criada na china, veio para oBrasil através dos Portugueses, mas há relatos de que a pipa era usada na África  para reverenciar Iansã, Deusa dos raios e da tempestade, proterora dos lutadores e guerreiros.
    Uma das estratégias de defesa do Quilombo dos Palmares era a vigilia aos possíveis ivasores, que de tempos em temos  atentavam contra a o Quilombro. E o elemento usado para avisar o povo da invasão era a pipa. Ao se avistar os ivasores os olheiros do Qulombo empinavam pipas, assim o Qulombo dos Palmares conseguiu resistir por 100 anos á invasão  até Zumbi então lider do Quilombo ser capturado , morto e ter sua cabeça exposta em um poste a fim de desmentir qualquer ideia de imortalidade de Zumbi e atemorizar os negros que o julgavam imortal.

    Oficina de Pipas

    Nesse contexto é que se realiza na Semana da Igualdade Racial em Florianópolis pela Rede de Ecudação Cidadã Florianópolis oficinas de confecção de pipas, que discute a partir da realidade de aproximadamente 200 crianças, que têm a pipa como brinquedo no seu cotidiano, as diversas utilidades desse brinquedo valorizando a questão da pipa como elemento do poder popular na resistência dos negros diante da oppressão no Brasil.


       
    Mãos á obra!


    Como e importante conhecer a história!

    voando como pipas no ar


    Realização: RECID Florianópolis 

    Educadores responsáveis: Sandra Sangaletti, Babyton Santos, Marcos Pinar (Marcão)



    terça-feira, 17 de agosto de 2010

    Mais um passo rumo a organização comunitária...





    Educadores Populares da RECID Florianópolis se reuniram no dia 28 de julho com o objetivo de estabelecer coletivamente uma estratégia de atuação na região.




    Nosso encontro iniciou com uma brincadeira em grupo, na qual todos os envolvidos na rede ao se darem conta de que ela estava emaranhada buscavam se desenrolar sem que nenhum nó se desfizesse. Esse momento nos provocou muitas reflexões acerca das nossas práticas no dia a dia da luta comunitária, principalmente a necessidade de reconhecermos que somos diferentes e que cada um tem um ritmo diferente que precisa ser respeitado pelo outro,que agindo coletivamente temos maiores chances de chegarmos ao bem comum, que é necessário cooperamos com o outro para atingirmos nossos objetivos.

    Assim, tendo presente a idéia de que nossas decisões visam o coletivo e que é a partir do entendimento que esse coletivo tem de si mesmo e do mundo que conversamos sobre o objetivo do trabalho da Rede de Educação Cidadã em Florianópolis.
    Todos participaram com grande entusiasmo e as falas trouxeram muita informação sobre a experiência que cada um acumulou na sua caminhada de luta com o povo, suas idéias, seus princípios.

    Algumas falas relataram o tipo de relação que as lideranças têm com a sua comunidade e da comunidade com a sua associação: “os associados elegem uma diretoria e delegam ao presidente toda a responsabilidade para resolver os problemas da comunidade”; “é como se elas não fossem a associação”; “na hora de brigar pelos seus direitos elas não participam deixam isso a cargo do presidente ou da diretoria”; “é preciso envolver as pessoas na associação para unir a comunidade”, “as lideranças necessitam de formação para atuarem respeitando as necessidades da comunidade e não pautando-a; é preciso usar o que eles trazem”.
    Destacou-se a importância de se fazer junto com a comunidade, afirmando que nosso trabalho só tem sentido se dialogar com a verdade do outro.
    Esse momento foi de grande importância para identificarmos o nosso 
    objetivo que ficou assim sistematizado:

    Promover um processo de formação tendo como ponto de partida a apropriação da realidade local, na forma de identificação das demandas e potencialidades, tendo como princípio o diálogo na construção uma síntese coletiva visando à superação das dificuldades identificadas e o fortalecimento comunitário no qual os envolvidos se reconheçam enquanto sujeitos críticos de transformação”.

    Tendo presente que o trabalho comunitário só tem sentido se este levar em conta as necessidades sentidas dos sujeitos envolvidos no processo de transformação é que iniciamos outra rodada de conversa a fim de combinarmos uma forma de atuação.

    Assinalamos anteriormente que o processo de transformação é obra de sujeitos então seria contraditório que pessoas que não tem relação com a vida na comunidade agissem por elas(em vez delas). Entretanto estaremos juntos com as lideranças e a comunidade a fim de apoiá-los nas atividades de formação e na preparação para as lutas.

    Reconhecemos que somos ainda em número reduzido e que seria impraticável que estivéssemos presentes em todas as comunidades. Lançamo-nos o desafio de ampliar o grupo. Mas como ampliar?Chamaremos pessoas de outras comunidades?Pode ser que sim, mas é necessário chamar pessoas das nossas comunidades para estarem junto no processo. Afinal precisamos dividir as responsabilidades para não ficarmos sobrecarregados.
    Como iremos mobilizar mais pessoas da própria comunidade para fazer parte do grupo?

    As respostas foram bastante diversas como: “poderemos convidar pessoas mais importantes da comunidade”, “realizar atividade na comunidade que as empolgue”, “ainda não posso convidar porque não sei bem para que convidar”, “agente chama, mas eles não vêm”, “eu posso trazer várias pessoas da comunidade, mas agora não”.

    Avaliamos que temos que conversar mais sobre como atuar e agendamos uma nova reunião para assim continuar o debate.

    Núcleo RECID Florianópolis